Dicas

  • Quais os principais sintomas do câncer de próstata?

    Uma das perguntas mais comuns nos consultórios dos urologistas é quais os principais

    sintomas do câncer de próstata.

    Infelizmente o Tumor de Próstata não causa sintomas em suas fases iniciais e apresenta crescimento muito lento, é impossível saber se um paciente possui ou não tumor baseado apenas em sintomas pois eles se misturam com os sintomas da hiperplasia da próstata (frequência urinária aumentada, jato fraco e sintomas irritativos ao urinar).

    Nas fases mais tardias, ele pode cursar com emagrecimento, dor óssea, dificuldade importante em urinar. Nesse estágio já consideramos o tumor avançado e a ideia da detecção precoce com o toque retal e PSA (exame de sangue que dosa o antígeno prostático específico) é justamente eliminar a existência de casos avançados como esses.

    Primeiros sintomas do câncer de próstata:

    1. diminuição do jato urinário
    2. gotejamento após urinar
    3. aumento da frequência urinária
    4. sensação de esvaziamento incompleto da bexiga

     

    A seguir, quando o câncer já começa a tomar órgãos vizinhos:

    1. Dor pélvica
    2. Sangue na urina
    3. Dor lombar

    A sugestão do urologista particular Júlio Bissoli é que um check-up anual seja realizado.

  • Dúvidas sobre vasectomia?

    Saiba mais sobre este método anticonceptivo

    Existem tanto na literatura médica, quanto na imprensa leiga, indagações sobre possíveis riscos à saúde do homem que é submetido a vasectomia. Assim, vamos acabar com essas dúvidas hoje. Leia:

    O que é vasectomia?

    Vasectomia é uma cirurgia que visa a contracepção, ou seja, impedir a gravidez da parceira, através da ligadura dos canais deferentes, que são os condutos por onde passam os espermatozoides.

    Como é feita a vasectomia?

    A vasectomia é realizada em regime ambulatorial, sem internação, com anestesia local/sedação, através de duas pequenas incisões em cada lado da bolsa testicular.

    Vasectomia faz mal?

    Não. Existem vários mitos sobre possíveis malefícios da vasectomia relacionando a mesma com várias doenças.

    Vasectomia engorda?

    Não. A vasectomia é apenas a ligadura dos condutos deferentes e não castração, portanto, nada tem a ver com aumento de peso.

    Vasectomia diminui a libido (desejo sexual) ou causa impotência sexual?

    Não. O bloqueio dos canais deferentes impede apenas a passagem dos espermatozoides, não interferindo na 

    produção hormonal, não tendo, portanto, nenhuma relação com alteração da libido ou do desempenho sexual, apenas com a reprodução.

    Vasectomia causa câncer?

    Apesar de alguns estudos tentarem relacionar a vasectomia ao câncer, principalmente de próstata e testículo, e isto ser de grande relevância entre os pacientes candidatos ao procedimento, esses fatos nunca foram confirmados, e sim descartados, por outras centenas de estudos de várias instituições.

    Os espermatozoides que não são eliminados vão se acumulando dentro dos testículos?

    Não. Os espermatozoides que não são eliminados, em pacientes vasectomizados, morrem e são absorvidos depois de um determinado tempo, sem nenhum prejuízo para a saúde.

    A parceira pode engravidar após a vasectomia?

    Sim, pois todos os espermatozoides que estão após a área onde foi feita a ligadura dos ductos deferentes são viáveis, devendo ser eliminados por ejaculação. Mas, uma vez feito o exame de espermograma e confirmada a ausência de espermatozoides, o paciente está apto a ter atividade sexual sem necessidade de métodos anticoncepcionais.

    A vasectomia leva à diminuição dos testículos ou do pênis?

    Não há modificação no tamanho da genitália dos pacientes submetidos a vasectomia.

    Em resumo, a vasectomia é um método cirúrgico de contracepção, de fácil realização em mãos urológicas experientes, com baixos índices de complicações, sem registros comprovados de riscos para a saúde masculina.

  • Gonorreia: é preciso tratá-la imediatamente

    “A infecção na uretra pode se espalhar para outros órgãos do trato geniturinário e levar a estreitamento do canal uretral”
    A gonorreia é uma infecção bacteriana que acomete a uretra (canal por onde sai a urina). Essa doença acontece depois de se ter uma relação sexual desprotegida com uma pessoa contaminada.

    A gonorreia (também chamada de uretrite) se caracteriza por ardência ao urinar (a urina sai queimando e incomoda muito) e secreção no canal da urina de coloração amarelada, que pode manchar a cueca. Esses sintomas geralmente aparecem de 5 a 7 dias depois da relação sexual sem proteção.

    A gonorreia precisa ser tratada imediatamente, pois ela pode ser transmitida para outras pessoas e pode causar sérios problemas para o paciente. A infecção na uretra pode se espalhar para outros órgãos do trato geniturinário e levar a estreitamento do canal uretral (doença chamada de estenose de uretra), condição de difícil tratamento e que pode levar a muita dificuldade para urinar e necessidade de realizar uma cirurgia no futuro.

    Para se prevenir, a melhor estratégia é sempre usar camisinha na relação sexual e, ao perceber essas alterações características da doença, o paciente deve imediatamente procurar o seu urologista.

    Fonte: Portal da urologia

  • Riscos urológicos do uso de anabolizantes

    Os esteroides androgênicos anabólicos, mais conhecidos como anabolizantes, são compostos geralmente derivados do principal hormônio sexual masculino: a testosterona. Esse hormônio é produzido pelos testículos e tem diversas funções no corpo como desenvolvimento muscular e ósseo, apetite sexual, aparecimento das características masculinas (voz grossa, crescimento de pelos), entre outros.

    Desde o aparecimento no mercado farmacêutico dos compostos sintéticos com base na testosterona ou que induzem aumento da testosterona (os anabolizantes), muitos homens e até mulheres passaram a fazer uso desses produtos com finalidades diversas como halterofilismo, aumento do rendimento esportivo e fins estéticos. Tais produtos podem ser administrados de forma injetável intramuscular, via oral e através de gel transdérmico.

    Acredita-se que um número crescente de jovens tenha feito uso de anabolizantes. Segundo levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 1,4% dos estudantes brasileiros com até 18 anos de idade já fizeram uso dessas substâncias. Entre os estudantes acima de 19 anos matriculados em universidades, esse numero é ainda maior: 3,5%. Estudo recente aponta que a estimativa de abuso de anabolizantes na população mundial seja de 3,3%, com uma prevalência quatro vezes maior em homens (6,4%) em comparação com mulheres (1,6%).

    Diferente da forma prescrita pela comunidade médica, muitas vezes esses atletas (profissionais ou não) utilizam doses exageradas dos esteroides com intervalos também muito curtos, os chamados “ciclos”. Tal sobrecarga pode aumentar a chance dos efeitos adversos dos anabolizantes.

    Além dos efeitos colaterais relacionados ao sistema cardiovascular, como infarto cardíaco e acidente vascular cerebral, existem riscos urológicos associados ao uso inapropriado de anabolizantes, principalmente infertilidade, disfunção erétil, aumento das mamas e diminuição dos testículos. Esses efeitos geralmente são transitórios (geralmente 6 a 18 meses), mas podem demorar até anos e existem relatos de efeito permanente.

    O mecanismo que leva à disfunção erétil e infertilidade pelo uso de anabolizantes é basicamente o mesmo. Para produzir a testosterona e fabricar os espermatozoides, os testículos recebem uma “ordem” através dos hormônios produzidos pela glândula-mestra localizada no cérebro (a hipófise). Acontece que, ao receber a testosterona externa (os anabolizantes), a nossa hipófise passa a entender que não precisa mais mandar os sinais de ordem para os testículos produzirem testosterona e espermatozoides.

    Mesmo com a interrupção do uso dos anabolizantes, uma vez que não há mais ordem da hipófise, os testículos continuamsem trabalhar, levando o homem a disfunção erétil e infertilidade. Com o passar dos meses, esse processo pode ir se revertendo de forma espontânea ou com a ajuda de medicações prescritas pelo médico.

    Em relação à próstata, acredita-se que, uma vez que a mesma sofre ações da testosterona, poderia haver algum acometimento desse órgão com o uso de anabolizantes. Postula-se, por exemplo, que poderia haver aumento do volume desse órgão com piora ou aparecimento de sintomas relacionados à micção como jato urinário fraco e cortado, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento da frequência urinária. Apesar de não estar provado que os anabolizantes causam câncer de próstata, homens portadores da doença e não tratados adequadamente poderiam, em alguns casos, ter progressão do tumor com o uso dos anabolizantes.

    Os derivados de testosterona surgiram e devem ser utilizados para o tratamento de problemas de saúde devidamente diagnosticados, segundo parâmetros clínicos e métodos complementares. Quando o médico assistente pensa em prescrever terapia de testosterona, ele leva em consideração uma série de fatores (presença de contraindicações, dose, via de administração, intervalo das doses, etc.) com o intuito de melhorar a qualidade de vida de seus pacientes ao mesmo tempo que minimiza a chance dos efeitos colaterais possíveis como eventos cardiovasculares, problemas de fígado, infertilidade, disfunções sexuais, atrofia dos testículos, aumento das mamas, entre outros. Com o abuso de anabolizantes, atingem-se níveis elevados de testosterona muito acima do considerado normal levando a um risco exacerbado dos temidos efeitos colaterais.

    Portanto é de suma importância que pessoas em uso de anabolizantes procurem aconselhamento médico para manejo de seus casos e que a população geral evite o uso inapropriado dos derivados da testosterona.
    Fonte: Portal da urologia